Home
Esta página é destinada àqueles que desejam encontrar bons artigos e escritos evangélicos para enriquecimento espiritual e como veiculo de comunicação de audio(música evangélica genuina)para enlevo de todos; tudo para a honra e a glória do nosso Senhor Jesus Cristo.
Rev. Nadir
MENSAGENS
ARTIGOS E DISCUSSÕES: (QUALQUER COMENTÁRIO FEITO A ARTIGOS DESTA PÁGINA PODERÁ SER PUBLICADO, DESDE QUE CITADO O REFERIDO ARTIGO E SEJA AUTORIZADO PELO COMENTARISTA). ENVIE SEU COMENTÁRIO PARA prnadir@yahoo.com.br
Querido Pastor, Graça e Paz.
É com grande aperto no coração que em pleno século 21 vivemos como se estivéssemos na Idade Média e no período da Inquisição.Pastores sendo lançados ao fogo das incertezas e julgados como culpados pelo esfriamento Espiritual dos membros da Igreja. É muito fácil apontar o erro para uma pessoa do que assumi-lo.Outro exemplo se aplica a um time de futebol. Quando vai bem ou ganha um título, os jogadores são bons e o técnico sequer é lembrado. Quando o mesmo time começa a perder. O técnico não serve mais. Sempre é mais fácil achar um culpado, do que assumir o erro coletivamente.Estas mudanças constantes de Pastores nos levam ao caos Espiritual. As Igrejas patinam no próprio eixo e realmente não crescem.Acredito que ultimamente temos passado pela provação do fogo. Palhas estão sendo queimadas para que o ouro se depure. Pessoas saem da Igreja para o próprio bem do corpo. Isso é natural. Infelizmente, somos tomados por tradicionalistas que teimam em queimar-se e atrapalham a saúde do corpo. Verdadeiro “câncer” contaminando todo o corpo e nossa liderança é co-responsável pela conivência disso.Sempre entendi que Igreja é qualidade e não quantidade. Se muitos saem, será que realmente eram “as ovelhas”? Ou são cabritos? Não é o momento de olharmos verdadeiramente para a “Causa do Senhor”? Ou ainda olharemos para aquilo que nos satisfaz?É fácil descarregarmos nossas fraquezas nos Pastores. Mas, isso certamente não ficará sem conseqüência.Que Deus tenha misericórdia de nós. Pb. Roberto Nunes Pupo - Membro da IPB Juquiá/SP. (comentário ao artigo "A SATÂNICA HORA DA TROCA).
Oi meu amigo, aqui estou eu de novo; percebi algo nesta manhã que eu quero compartilhar com você, o texto é Lamentações 3:26 - Bom é aguardar a salvação do Senhor, e isso, em silêncio. Essa admoestação pode parecer um pouco estranha, quando o nosso Senhor recomenda nos evangelhos que é para buscar, buscar, pedir , pedir, bater, bater. Mas com toda a certeza o Espírito nos comunica que é no SILÊNCIO que está o nosso momento de maior intimidade com o Pai, e te digo meu irmão que são muito poucos os que vêem Deus no silêncio. O silêncio permite que nós adentremos nas profundezas de Deus ( Se bem que essas profundezas que nós alcançamos são apenas a superfície de um oceano de sabedoria ). E não adianta tentar perscrutar além dessa superfície, pois as nossas limitações humanas não nos permitem chegar lá. A maioria de nós crentes somos como aves que voam sobre os oceanos, mas não tem aptidão para mergulharem e retirarem dali aquilo que as satisfaz e é vital para a sua sobrevivência, então contentam-se com as migalhas que são lançadas à praia. Só quem pratica o silêncio desfruta da "VIDA". Por isso meu irmão, se a vida te magôa, te injustiça, te fere; pare de pedir, bater , clamar, apenas fique em silêncio...silêncio...silêncio...pois é nesse instante que você irá desfrutar da maior intimidade e benevolência do Pai. Sérgio França (membro ativo da Igreja Presbiteriana de Vila Americana, em Curitiba, casado com Irene de França e pai de 4 filhos)
A AVALIAÇÃO
DOS DIREITOS DO MEMBRO DE IGREJA
Nadir S. Sousa
Todos os membros
da igreja e, principalmente na Igreja Presbiteriana do Brasil, têm
direitos e deveres iguais. Não os deveres, mas os direitos,
são requeridos pelos tais como parte que não se pode
negar, e o desejam exercer a qualquer custo.
Lancemos um olhar sobre os artigos 13 e 14 da nossa Constituição:
Art.13 - Somente os membros comungantes gozam
de todos os privilégios e direitos da Igreja.
Art.14 - São deveres (grifo
meu) dos membros da Igreja, conforme o ensino e o espírito
de Nosso Senhor Jesus Cristo:
a) viver de acordo com a doutrina e prática da
Escritura Sagrada;
b) honrar e propagar o Evangelho pela vida e pela palavra;
c) sustentar a Igreja e as suas instituições, moral
e financeiramente;
d) obedecer às autoridades da Igreja, enquanto estas permanecerem
fiéis às Sagradas Escrituras;
e) participar dos trabalhos e reuniões da sua Igreja, inclusive
assembléias.
É deprimente perceber que infelizmente nos nossos dias os
membros das igrejas estejam mais preocupados em exercer seus direitos,
quando, por qualquer motivo, se desentendem com suas lideranças,
e estas, já não servem mais aos seus propósitos,
do que viver plenamente o evangelho de Jesus Cristo num exemplo
de piedade e misericórdia para com aqueles que vão
indo a passos largos para o inferno.
Mais deprimente ainda e ver que nas comunidades presbiterianas e
semelhantes, o parecer de tais membros tem um peso até maior
do que o de muitos irmãos piedosos, numa demonstração
de desrespeito com quem, na vida cristã tem assumido seu
compromisso de viver de acordo com os ditames da Palavra do Deus
excelso.
Não sou formado em direito, mas tenho vivido a maioria dos
meus anos na igreja e entre os corredores de reuniões sinodais
e presbiteriais, onde são discutidos os artigos controvertidos
de nossa Constituição, e no meu humilde entendimento
há algo muito errado, ou equivocado, para ser mais brando,
na maneira que aplicamos as regras constitucionais, principalmente
os artigos supracitados. Senão, vejamos:
O artigo 13 diz: Somente os membros comungantes gozam de todos os
privilégios e direitos da Igreja. Isto tem acontecido em
todos os momentos que a igreja se reúne para realizar suas
assembléias (autorizadas ou não).
O artigo 14 enumera diversos sub itens aos quais passo a analisar
de maneira mais prática: “ Art.14 - São deveres
(grifo meu) dos membros da Igreja, conforme o ensino e o espírito
de Nosso Senhor Jesus Cristo:
a) viver de acordo com a doutrina e prática da Escritura
Sagrada;
- quantos membros de sua igreja vivem realmente de acordo com a
doutrina e prática das Sagradas Escrituras? Como se comportam
diante do pecado? Têm eles o cuidado de não falar mal
uns dos outros, não ofender ao próximo ou coisa semelhante?
b) honrar e propagar o Evangelho pela vida e pela palavra;
- Têm eles dado testemunho verdadeiro da Palavra e do Senhor
da Palavra?
Será que a vida pessoal de cada um honra a Cristo dia a dia?
Como é a vida
financeira deles, são pontuais nos deveres?
c) sustentar a Igreja e as suas instituições,
moral e financeiramente;
- O que mais temos encontrado nas igrejas, é crente infiel,
ladrões que roubam a Deus nos dízimos e nas ofertas
(Ml.3.10). Outros acham que, porque são dizimistas, compraram
o direito de fazer o que querem.
d) obedecer às autoridades da Igreja, enquanto estas
permanecerem fiéis às Sagradas Escrituras;
- A igreja está cheia de crentes que são insubordinados,
duros de coração, que diante da menor possibilidade
de serem admoestados ou advertidos ameaçam deixar a igreja
e até mesmo a integridade física principalmente do
pastor. São raríssimos os casos, eu diria, em que
as autoridades da igreja deixam de ser fiéis às sagradas
Escrituras, caso em quê, o membro da igreja pode desobedecer
a elas.
e) participar dos trabalhos e reuniões da sua Igreja,
inclusive assembléias.
- Você já reparou que tem pessoas na igreja que só
aparecem na hora de votar para tirar esse ou aquele pastor da igreja
porque se desentendeu com ele? Outras não vêm nem nas
assembléias porque acham uma chatice ficar ouvindo relatórios
e outras discussões sem sentido. Não freqüentam
cultos de terças-feiras porque não gostam de reuniões
de oração; quinta-feira não vêm à
igreja porque estudos doutrinários são cansativos;
sábado não estão presentes porque a vida social
precisa ser vivida junto à família e amigos. Se vão
à Escola Dominical não vão ao Culto vespertino
porque já esteve de manhã na igreja, ou vice versa.
Francamente!
Finalmente, seria justo e direito se cada Conselho antes das assembléias
fizesse o questionário que disponibilizo abaixo para decidir
a quem cabe os direitos à vista da prática dos seus
deveres. Quem não participa da vida integral da igreja, lamento
dizer, mas a meu ver não têm nenhum direito.
| Questionário: (a ser preenchido pelo conselho) | Sim | Não |
| É crente fiel às sagradas Escrituras? | ||
| Tem freqüentado os trabalhos regularmente? | ||
| Comparece sempre as reuniões de oração, estudos bíblicos? | ||
| Já foi disciplinado
alguma vez? |
||
| Quando disciplinado, submeteu-se com humildade à autoridade? | ||
| Tem bom relacionamento na cidade? | ||
| Goza de credibilidade dos irmãos da igreja? | ||
| Tem bom relacionamento familiar? | ||
| E no emprego com colegas e superiores? | ||
| Comparece sempre às assembléias, mesmo as ordinárias? | ||
| É membro das sociedades internas? | ||
| Participa dos grupos musicais? | ||
| É participativo em trabalhos e serviços da Igreja? | ||
| É dizimista e ofertante fiel? |
Obs. Se a avaliação ultrapassar os 50 por cento, negativos, que diretos têm nas decisões importantes quem não participa integralmente da vida da igreja?
A realidade da igreja seria outra se todos
os conselhos tivessem o cuidado de fazer esta análise da
vida dos membros da igreja e confrontar com a nossa Constituição.
Tais pessoas não têm o direito de, por exemplo influenciar
na troca do pastor porque não gostam dele. Infelizmente muitas
igrejas permitem essa crueldade porque têm receio de tomar
uma posição. A Regra é clara. É só
segui-la corretamente.
A SATÂNICA
HORA DA TROCA
Nadir S. Sousa
É freqüente ouvir-se de alguns “crentes”
cujas igrejas possuem pastores com alguns anos de permanência,
que o tempo deles está vencido no pastoreio da igreja. Fazem
questão de dizer que a troca de pastores é salutar
tanto para o pastor como para a igreja. Para esta, porque tem a
oportunidade de conhecer um novo obreiro, com mais vitalidade, mais
empenho, etc; para aquele, a mesma oportunidade de conhecer uma
nova comunidade, partilhar suas experiências, enfim, um recomeço...
Fiquei pensativo por alguns dias sobre esta conversa e resolvi emitir
minha humilde opinião sobre o assunto.
Conheço pastores que estão no pastoreio de suas igrejas
por longos anos, dez, quinze, vinte anos; outros até já
se jubilaram no pastoreio de uma mesma comunidade. Isto me faz pensar
que no entender desses irmãos adeptos da troca de pastor
por tempo de serviço (criei esta expressão), tais
igrejas cujos pastores nelas se aposentaram, foram tremendamente
prejudicadas. É o caso da Catedral Presbiteriana do Rio de
Janeiro, onde vários pastores já foram jubilados por
tempo de serviço, ou seja,35 anos de bons serviços
prestados à IPB, como o saudoso Rev. Amantino Adorno Vassão
– natural do Vale do Ribeira, estado de São Paulo –
que por lá passou; e hoje é pastoreada, por mais de
vinte anos, pelo mesmo servo de Deus. Outras igrejas presbiterianas
também somam anos e anos de pastoreio sob o comando do mesmo
obreiro e não contabilizam nenhum prejuízo na sua
eficácia no Reino de Deus.
Cito aqui as Igrejas Presbiterianas por ser a minha denominação;
o mesmo poderia ser dito de muitas outras igrejas de outras denominações
cujos pastores permanecem nelas até sua aposentadoria ou
até serem transferidos para a Glória.
Infelizmente criou-se uma praxe, tirana e satânica, repetida
todos os finais de ano, principalmente para pastores evangelistas
e eleitos em fim de mandato, que eu denomino aqui “A SATÂNICA
HORA DA TROCA”; que põe em constante estado de preocupação
pastores, suas esposas e filhos. E a mais justificada desculpa para
isto é o tempo de serviço do pastor. Eu pergunto:
esses “irmãos” cujas mentes criaram essa idéia
devassa e maligna, por certo, muitos deles empregados (e bem empregados),
são demitidos de seus empregos porque estão lá
tempo demais? Seus filhos, esposas e parentes, passam pela mesma
aflição que os nossos? NÃO! Mas são
eles que têm essa idéia brilhante de trocar de pastor
porque está tempo demais na igreja. Muitos ainda têm
o desaforo de dizer que quando se troca o pastor, a igreja fica
cheia outra vez... e eles têm razão, infelizmente,
porque nossas igrejas estão repletas de crentes (como eles
mesmos) que estão a procura de oba-oba, de novidades. Enquanto
o pastor está no primeiro ano, é uma beleza... depois,
cai na mesmice. Aí, já é hora de trocar porque
a igreja volta a ficar só com os crentes em Cristo (que são
poucos).
Lamentavelmente este fato tem levado muitos pastores aos consultórios
de psicanalistas ou a abandonarem sua vocação por
não agüentarem ver suas famílias passarem por
constrangimentos.
Faço este artigo como uma forma de desabafo. Lamento que
sejamos uma classe tão desunida. Não temos registro
em carteira, INSS só se pagarmos à parte; plano de
saúde? Nem pensar... Casa própria? De que jeito? Nem
uma moradia algumas igrejas querem dar... e veja que é uma
determinação constitucional!
Nós não reclamamos, porque achamos chato legislar
em causa própria! Eu pergunto: quem irá se preocupar
com a sua causa?
Portanto, a HORA DA TROCA não pode espelhar o satanismo que
mostra ser. Os conselhos precisam levar em conta a doação
de seu pastor, dos melhores anos de sua vida para o serviço
de Deus na igreja; mesmo sob risco de ferir sua família,
o pastor é lutador, abnegado e fiel. Será que não
merece um pouco de consideração e dignidade?
Participe de nossa enquete: Qual sua opiniao sobre o tema - A troca de pastores nas igrejas? - Envie e-mail para prnadir@yahoo.com.br. As opiniões (autorizadas) serão publicadas neste espaço que é todo seu.
Querido Rev Nadir, a graça.
Muito obrigado pelas palavras escritas em seu artigo. Certamente
elas condizem com a realidade na maioria das igrejas, não
diferente nas IPB's. Sou solidário às suas palavras.
Atualmente conheço três pastores, de IPB's que estão
passando exatamente por tudo o que o Reverendo escreveu em seu artigo.
Infelizmente uma classe de autoridade criada na igreja se julga
acima de tudo e menosprezam os "anjos" da igreja, homens
de ombridade que se abnegam da própria vida para "pastorear"
o rebanho de Deus, e muitos deles, caem nas mãos de lobos
disfarsados de ovelhas, que com um maligno desejo de poder, humilham,
maltratam, desrespeitam e sucumbem homens santos que se dedicam
ao ministério da palavra e do pastoreio.
Quem sabe se houvesse um "seminário" para outras
altarquias na igreja, formando não somente pastores, mas
diáconos, presbíteros, professores, etc, teríamos
menos problemas, e mais desempenho em favor da igreja e do Reino.
Abaixo reescrevo um artigo que publiquei em meu blog (www.alexandrepevidor.blogspot.com)
para sua apreciação.
PASTOR OU EMPREGADO?
Estamos em um novo século. Tudo é muito novo e se transforma em uma rapidez sem igual. Vemos a transformação da arquitetura, da ciência e da tecnologia, vemos as mudanças no comportamento humano, no clima e na sociedade em geral.
A igreja cristã faz parte desta sociedade, composta por pessoas sociais, e portanto, inerente a todas essas transformações. Eu acredito que a igreja deva evoluir com o tempo. Esta evolução não se caracteriza em mudanças teológicas doutrinárias, mas na forma de encarar sua ação e o desenvolvimento ministerial na igreja e no mundo. Eu sou de um tempo em que a grande discussão na igreja era se deveríamos usar bateria ou não, se aprovaria o uso da guitarra ou se continuávamos apenas com o amônio tocado a pedal. Parece sem sentido, mas nas décadas de 70 e 80 este era o grande conflito nas igrejas, a abertura para instrumentalização na igreja, até então vistos como “coisa do diabo (guitarra, bateria e palmas)”. Hoje as discussões são mais modernas e sobre elas eu quero escrever algumas linhas.
Lembro-me de meus avós, do quanto se dedicaram ao sagrado ministério. Eram homens dedicados e fieis ao seu chamado. A igreja se reunia e todos caminhavam com “alegria e singeleza de coração”. A igreja era unida, alegre, havia comunhão e grande parte do trabalho pastoral era visitar os crentes e preparar suas mensagens para o culto. Eles eram pastores!
Há alguns dias ouvi uma frase que me levou a essa reflexão: “O pastor é o empregado da igreja”, esbravejou um jovem. Será que este é o tempo da mudança? Esta é a hora da mudança dos termos: vocação X profissão, pastor X empregado, côngruas X salário, igreja X empresa?
A grande questão aqui relacionada não diz respeito ao termo em si, mas aos valores empregados nos relacionamentos dentro da igreja contemporânea. Aconselhamentos, advertência e disciplina pastoral eram atitudes comuns na antiga (décadas de 70 e 80) igreja, era algo comum e aceitável com louvor o zelo pastoral na vida dos fieis. Na igreja contemporânea os membros de uma igreja não aceitam mais a interferência em suas vidas de qualquer pessoa, sequer alguma interferência pastoral. Se o pastor age assim é tido como intruso, e a principal ameaça é sair da igreja.
Na igreja contemporânea as pessoas querem seguir seu próprio estilo de vida, sem qualquer ameaça. Frequentam uma determinada igreja sem nem mesmo saber a história daquela denominação, simplesmente estão ali, até serem “contrariadas” e mudarem de igreja.
Mas, voltando ao nosso assunto central, percebemos que uma migração de valores está acontecendo neste exato momento. Igrejas surgem a cada dia com o nome de igreja, mas com o ideal empresarial. Uma empresa com nome de CNPJ de igreja é isenta de vários impostos, e, principalmente, está livre do leão (Receita Federal). As empresas eclesiásticas querem ser empresas, mas querem contratar pastores, sim, pois eles recebem côngruas e não salários. Estas empresas não terão obrigações contratuais com um empregado, pois, mesmo sendo empresa, elas têm o CNPJ de igreja, por isso não tem obrigações com empregados, pois, eles são “pastores” para trabalhar, não empregados.
Por fim, cabe aqui a discussão: pastor ou
empregado? Como a igreja deve ver a pessoa que assume o ofício
pastoral na igreja local? Segundo o STJ, “o vínculo
de pastor com Igreja pode ser caracterizado como relação
de trabalho. Apesar de não ser uma relação
empregatícia, as atividades que pastores exercem em Igrejas
podem ser consideradas como trabalho. Essa foi a decisão
da Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça
(STJ), que seguiu, por unanimidade, o voto do relator, ministro
Humberto Gomes de Barros, em um conflito de competência da
Justiça de Santa Catarina[1]”. O STJ está muito
preocupado com a realidade dos pastores. Obviamente, tê-los
como empregados, implicará em obrigações das
leis trabalhistas como: carteira assinada, FGTS, horas extras, adicional
noturno e demais direitos trabalhistas. A nossa constituição
Federal, quis diferenciar os direitos assegurados à categoria
dos empregados:
Art. 7º: IV - salário mínimo,
fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas
necessidades vitais básicas e às de sua família
com moradia, alimentação, educação,
saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência
social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder
aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer
fim;
VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção
ou acordo coletivo;
VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração
integral ou no valor da aposentadoria;
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;
XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos,
um terço a mais do que o salário normal;
XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do
emprego e do salário, com a duração de cento
e vinte dias;
XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei;
XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço,
sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei;
XXIV - aposentadoria;[2]
Mas...voltando para nossa discussão, a quem interessa ter pastores ou empregados? Será retrogrado reconhecer as pessoas que lidam no sacerdócio como “vocacionados, chamados, ministérios, ou, simplesmente, pastores(as)” ou essas pessoas tem realmente o direito de um trabalhador comum, com seus deveres como funcionário da igreja local, bem como seus privilégios nos termos da lei? Realmente, diante da crise cristã que vivemos, não sei responder.
Meus avós foram pastores. Hoje não sei o que seriam. Precisamos refletir no que é a igreja, ou no que tem se tornado a igreja para nossa geração. Uma representante do Reino de Deus, encarregada de levar o Evangelho aos pecadores, um local de harmonia, onde se pratica os sagrados ensinos bíblicos como o Apóstolo Paulo nos ensina: “Portanto, meus irmãos, por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao seu serviço e agradável a ele. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus. Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele. Por causa da bondade de Deus para comigo, me chamando para ser apóstolo, eu digo a todos vocês que não se achem melhores do que realmente são. Pelo contrário, pensem com humildade a respeito de vocês mesmos, e cada um julgue a si mesmo conforme a fé que Deus lhe deu. Porque, assim como em um só corpo temos muitas partes, e todas elas têm funções diferentes, assim também nós, embora sejamos muitos, somos um só corpo por estarmos unidos com Cristo. E todos estamos unidos uns com os outros como partes diferentes de um só corpo. Portanto, usemos os nossos diferentes dons de acordo com a graça que Deus nos deu. Se o dom que recebemos é o de anunciar a mensagem de Deus, façamos isso de acordo com a fé que temos. Se é o dom de servir, então devemos servir; se é o de ensinar, então ensinemos; se é o dom de animar os outros, então animemos. Quem reparte com os outros o que tem, que faça isso com generosidade. Quem tem autoridade, que use a sua autoridade com todo o cuidado. Quem ajuda os outros, que ajude com alegria. Que o amor de vocês não seja fingido. Odeiem o mal e sigam o que é bom. Amem uns aos outros com o amor de irmãos em Cristo e se esforcem para tratar uns aos outros com respeito. Trabalhem com entusiasmo e não sejam preguiçosos. Sirvam o Senhor com o coração cheio de fervor. Que a esperança que vocês têm os mantenha alegres; agüentem com paciência os sofrimentos e orem sempre. Repartam com os irmãos necessitados o que vocês têm e recebam os estrangeiros nas suas casas. Peçam que Deus abençoe os que perseguem vocês. Sim, peçam que ele abençoe e não que amaldiçoe. Alegrem-se com os que se alegram e chorem com os que choram. Tenham por todos o mesmo cuidado. Não sejam orgulhosos, mas aceitem serviços humildes. Que nenhum de vocês fique pensando que é sábio! Não paguem a ninguém o mal com o mal. Procurem agir de tal maneira que vocês recebam a aprovação dos outros. No que depender de vocês, façam todo o possível para viver em paz com todas as pessoas. Meus queridos irmãos, nunca se vinguem de ninguém; pelo contrário, deixem que seja Deus quem dê o castigo. Pois as Escrituras Sagradas dizem: “Eu me vingarei, eu acertarei contas com eles, diz o Senhor.” as façam como dizem as Escrituras: “Se o seu inimigo estiver com fome, dê comida a ele; se estiver com sede, dê água. Porque assim você o fará queimar de remorso e vergonha. Não deixem que o mal vença vocês, mas vençam o mal com o bem.”[3]
Acredito que estas não deveriam ser nossas preocupações, não eram as de Jesus. Fico preocupado, pois isso mostra claramente que o cristianismo evangélico está caindo nos erros do cristianismo da Era das Trevas, ou do “século escuro, de ferro e de chumbo”[4] de onde partiu o total declínio da igreja por causa do pecado, da soberba, da falta de espiritualidade e da vontade humano sobreposta à Palavra de Deus. Quem sabe não estamos caminhando para uma nova reforma, agora não católica X protestante, mas evangélica X ?.
É hora dos cristãos evangélicos repensarem o seu papel de igreja. Serem cristãos evangélicos na palavra e no comportamento, sem brechas para satanás minar e destruir a igreja. Enquanto as discussões tomam o tempo da igreja, milhares de vidas seguem, sem rumo em um mundo perdido e escuro pelo pecado, enquanto a igreja evangélica se divide em opiniões baratas e humanistas, as seitas, o demonismo e a Nova Era se fortalece e cresce, doutrinando aqueles que Jesus colocou no mundo para que fossem cuidados, amados e doutrinados pela igreja evangélica.
No amor de Cristo.
Pastor Alexandre Pevidor
[1] www.stj.gov.br
[2] Constituição Federal
[3] Romanos 12.1-21
[4] A Era das Trevas, Justo L. Gonzales, pg 177. Ed. Vida Nova,
1991.
www.alexandrepevidor.blogspot.com
"Deus te criou com propósitos eternos,
não viva menos que isto"
Para entrar em contato conosco use o e-mail abaixo ou ligue: 13-3851-3074; 13-9727-2252

